segunda-feira, 9 de abril de 2012

Lost Classic Album Serie: Montrose (1973)

Olá pessoal!

Desta postagem em diante, vez ou outra aqui, faremos uma homenagem a um clássico álbum, mas nada de "chover no molhado", digo, não em cima de um registro já esperado, consagrado, como um Machine Head do Deep Purple, um Led IV do Zep ou um Moving Pictures do Rush, na verdade falaremos sobre uma gravação fundamental, mas que por alguma razão não obteve o reconhecimento merecido.

Montrose debut album (1973)

Por favor não entendam a escolha desta gravação como um tributo ao recém saudoso guitarrista americano Ronnie Montrose (nascido Ronald Douglas "Ronnie" Montrose -  B'29NOV1947 - D'03MAR12), não que ele não mereça (longe disso!), mas sim como um tributo ao autêntico hard rock dos anos 70, quero dizer, um rock cru (baixo-guitarra-bateria), despojado, feito a 04 mãos, repleto de vigor, disposição explícita, energia de sobra, vitalidade, empolgação e muito suor. Tudo isso em pouco mais de 30 minutos de pauleira. Irretocável!!

Ronnie Montrose

Dois detalhes me chamam muito a atenção neste primeiro registro do Montrose:

1o. Apesar de todos os adeptos do classic rock reconhecerem este trabalho como um obra-prima do gênero, nenhuma publicação impressa ou via web, que eu me lembre pelo menos, o apontam em pesquisas ou enquetes como um dos 20 maiores álbuns, nem entre os 50 melhores trabalhos ou algo parecido. Honestamente isso é uma grande injustiça pois o que não falta aqui são criativos e bem colocados solos, slide-guitar e riffs à gosto do mestre R. Montrose, e ainda, vocais potentes, já de chamar a atenção, do jovem Sammy Hagar (ele mesmo, na época futuro vocalista do Van Halen), bem como o belo trabalho da entrosada cozinha composta pela dupla Bill Church (baixo) e Denny Carmassi (bateria);

Sammy Hagar e Ronnie Montrose em ação

2o. Praticamente todas as 08 faixas são hits matores, pudera, as clássicas Rock the Nation e Good Rockin' Tonight, Bad Motor Scooter (com Montrose extraindo de sua guitarra, na introdução, o ronco de uma moto), a viajante e pesada Space station 5#, a contagiante de riff marcante com direito a slide, Make it Last, só para ficar nessas 05. 



Sem querer fazer apologia aos bootlegs, porém, preciso indicar aqui aos leitores do Cameleone Rock, 03 petardos que são indispensáveis para saciar os ouvidos dos amantes do velho classic rock, e também para se ter noção do que este quarteto era capaz em registros de quase 40 anos, com ótimo a excelente audio, são eles:

- KSAN, Record Plant, Sausalito, San Francisco, CA (1973);
- Cleveland Rocks (1974);
- Live at the Record Plant Sausalito (1974).

Um dica para finalizar, ouça este 1o. álbum, bem como os boots mencionados, com um head-phone daqueles antigos (abafadores de ruído externo), que muito provavelmente seu pai ou seu irmão mais velho deve ter um estocado em algum canto de casa, ainda que empoeirado e sem uso há tempos. Você não se arrependerá.

Até mais!

sábado, 24 de março de 2012

Who's the best rock riffer ?

Pessoal,
há quase 01 ano, relacionamos aqui os 12 melhores guitarristas surgidos nos últimos 50 anos, dentro do classic rock. Certamente, nomes como Eric Clapton, Jeff Beck, Jimi Hendrix e Jimmy Page, fizeram parte do post por toda a sua habilidade, técnica e virtuosismo, entretanto, guitarristas com um particular dom não poderiam deixar de ser lembrados aqui: os Riffeiros.

Detalhe importante: Quando aqui mencionamos riffeiros, não queremos rebaixar o músico, dizer que ele não sola ou subestimá-lo, pelo contrário, queremos aqui exaltar uma qualidade que nem  sempre o virtuose possui.

Mas que combinação de acordes é essa que estes músicos criam, que cotagia, hipnotiza o cérebro do rocker de tal forma que é quase impossível ficar indiferente, impassível a este específico e repetido som ?

Vamos então a alguns dos incontestáveis criadores e criaturas neste quesito:
Keith Richards - Lendário, criativo, único, e porque não dizer, depois do extremo abuso de drogas e álcool, imortal. Guitarrista dos Rolling Stones desde o seu começo, há exatos 50 anos, desfila no palco seu estilo inimitável, ou seja, cigarro no canto da boca, acordes simples e certeiros e a famosa cara de mau.
Dentro dos pedras rolantes, neste meio século de vida musical, criou riffs-hinos como Jumping Jack Flash, Start Me Up, Brown Sugar, Honky Tonk Women, além da clássica I Can't Get No (Satisfaction), entre outros. 



Angus Young - Provavelmente o maior criador de riffs do rock. Desde 1973 na ativa com o seu AC/DC, este school boy, além da sua inesgotável juventude (vide sua movimentação/inquietude nos concertos), embora próximo dos 60 anos, é possuidor também de uma fonte fértil de riffs na Austrália (país onde vive), só pode, pois vejam: Back in Black, Highway to Hell, Stiff Upper Lip, Rock'n'Roll Ain't Noise Pollution, You Shook Me All Night Long, Nervous Shakedown, Riff Raff, Rock'n'Roll Train, Hell Ain't No Bad Place To Be..

Tony Iommi - Único músico a fazer parte das duas categorias (melhores guitarristas e riffeiros) aqui no blog, este canhoto é também um dos membros fundadores de um dos baluartes da música pesada: o Black Sabbath.
Ao longo dos últimos 40 anos vem deixando riffs imortalizados em petardos como: Paranoid, Into the Void, Iron Man, Country Girl, Black Sabbath, Heaven and Hell, Sweet Leaf, The Mob Rules, Snowblind etc.



K.K. Downing e Glenn Tipton - Esse pioneiro duo de guitarrras no hard e heavy dos anos 70, influenciou várias bandas e incorporou ao som do Judas Priest uma "parede dupla" de peso, solos e distorções. Durante 37 anos (1974-2011) estes dois músicos produziram em guitarras dobradas riffs antológicos, como podemos ouvir em : Living After Midnight, Breaking The Law, Bloodstone, Metal Gods, Sinner, White Heat Red Hot, The Hellion/Electric Eye ..




Pete Townshend - Como guitarrista e compositor da banda britânica The Who, além de ter criado as óperas-rock, Tommy e Quadrophenia, PT gerou também riffs marcantes para clássicos do grupo como Pinball Wizard, Substitute, I Can't Explain, The Seeker, I'm Free. 
Além destes atributos, em meados dos anos 60 era comum vê-lo quebrar seu instrumento ao fim de uma apresentação junto ao baterista da banda Keith Moon, que por sua vez destuía seu kit de bateria.
Townshend tinha/tem por característica em suas performances, girar o braço direito ao redor da guitarra e ainda pular flexionando os dois joelhos juntos. 




E então, concordam com este top five ? Deixem seus comentários aqui.

Obrigado e até a próxima!