quarta-feira, julho 27, 2011

Behind the Drum: Terry Bozzio

Pessoal,
excepcionalmente, o conteúdo dessa postagem não ficou a cargo do Cameleone Rock Blog. Na verdade o texto abaixo trata-se de uma colaboração mais do que especial do grande amigo (quase primo), Carlos Costa, radicado há mais de 15 anos nos Estados Unidos, atualmente em Saint Louis, e que nas horas vagas manda muito bem como baterista.
A idéia dessa participação deu-se quando recentemente fiz o post do Bill Bruford, em seguida recebi uma mensagem por email do Carlos, que já não lembro bem o teor da mesma, apenas me recordo que fazia menção ao grande batera Terry Bozzio, então encomendei a ele um texto que vocês conhecerão agora. Vai daí Carlão..

"Quando se pensa em rock'n'roll, automaticamente se pensa em guitarras.  Depois vem o baixo e assim sucessivamente. Os bateras vem por último.  Todo mundo conhece Keith Richards, mas nem todo mundo sabe quem é Charlie Watts. E ainda menos famosos que os bateristas das super bandas, estão os bateristas de estúdio, estes não chamam muita a atenção, mas se “passam despercebidos”,  com certeza não é por falta de talento.
 
Esse texto tem como objetivo honrar esses dois grupos de músicos, que apesar de não gozarem da notoriedade se comparados a músicos famosos, sem dúvida merecem nossa atenção. 

Focamos então no baterista americano Terry John Bozzio (B.27'Dec50) ou apenas Terry Bozzio, provavelmente o batera mais talentoso das últimas 02 décadas.
É importante dizer que Terry não é um músico de fácil aceitação, seja pelo som complexo e/ou alternativo que constrói, ou ainda por normalmente tocar de olhos fechados, fazendo caretas, meio que em transe, dramático.
Como ele mesmo já afirmou, é díficil para muita gente avistá-lo além de sua monstruosa bateria. Escondido atrás de 08 bumbos, 20 tons e 40 pratos, fica fácil de presumir que Terry se acha o “Deus dos Tambores”, mas todos que o conhecem dizem que é um cara bastante humilde, educado.
Mas quem seria Terry Bozzio?

Terry começou a tocar bateria aos 13, após ouvir ninguém menos que Ringo Starr comandando as baquetas por trás do Beatles.  10 anos após seu primeiro encontro com os tambores, Terry era o baterista de Frank Zappa, um dos grandes gênios da musica.  Frank Zappa sempre manteve os mais altos padrões quando se fala em bateristas.  Entre os bateras que fizeram parte dessa elite, podemos citar: Chester Thompson, Vinnie Collaiuta e Chad Wackerman, talvez os 03 bateristas mais técnicos do mundo.
Após se “graduar” na escola de Frank Zappa, Terry tornou-se um dos músicos de estúdio mais requisitados do mundo, tendo tocado com  Steve Vai, Warren Cuccurullo, Andy Taylor, Dweezil Zappa, Herbie Hancock,  Mick Jagger  e Jeff Beck.
Além das músicas as quais Terry contribuiu, uma de suas maiores contribuições ao mundo dos bateristas é o seu método de composição, baseado em complexos ostinatos (grupo de notas que não muda nunca, usado em música clássica pra dar uma certa unidade a música, ou então, ritmo teimoso, que se ouve ao longo de toda a música).

Atualmente, Terry é um dos clínicos mais bem conceituados no mundo das baterias. 

Há 03 anos, Terry aceitou a proposta de Don Lombardi (dono da DW Drums) e se juntou ao Drum Channel, onde comanda um show semanal.  No programa, podemos ver como Terry realmente é um grande músico tocando ao lado de outros "monstros" das baquetas, como John Moffett, o super batera de Michael Jackson e Elton John; Neil Peart (não necessita introduções) e o brasileiro Aírto Moreira (ex-Weather Report, Return to Forever, entre muitos outros).

Na última década, Terry foi essencial para o desenvolvimento de produtos top de linha, que vieram após Terry se juntar a Don Lombardo e a Andy Zildjian, da Sabian Cymbals.  Terry ajudou a DW a desenvolver vários tipos de pedais, capazes de operar os seus 08 bumbos e 04 ximbais.  Essa linha de produtos ajudou a DW a se tornar um dos maiores produtores de pedais do mundo.  Terry possui também a sua própria linha de pratos, os Radia, que ajudaram a Sabian a se tornar muito mais do que “o filho bastardo da Zildjian”.

Bateristas normalmente ficam escondidos atrás da banda, mas garantimos que esse artista merece a sua atenção. Para os que nao conhecem o trabalho de Terry, recomendamos uma simples busca no YouTube".  

domingo, julho 24, 2011

Happy Birthday Manny Charlton!!


O espanhol Manuel Charlton (B.25'Jul41), conhecido como Manny Charlton, ou Maneco, para os íntimos, célebre guitarrista da formação original da banda escocesa de hard-rock Nazareth, faz hoje 70 anos, isso mesmo torna-se um septuagenário.

Durante 02 décadas, no som cru do Nazareth, o peso nas 06 cordas,  juntamente com a distorção, Wah-Wah, slide (em quantidade e qualidade), fora outros efeitos, deve-se a este cara, perdão, a este senhor. Para quem ainda não conhece ou não deu a atenção merecida a banda, e consequentemente a este músico, confira o trabalho de perto desta fera, através das seguintes sugestões de "pancadas na moleira" do Cameleone: Changin' Times, Woke up This Morning, Vigilante Man, Called Her Name, Jet Lag (com o Manny usando talk box e tudo), para não falar nas triviais Hair of The Dog, Razamanaz, Morning Dew etc.

Manny Charlton, além de guitarrista acima da média, deu continuidade ao trabalho de Roger Glover (Deep Purple) na produção dos álbuns do Nazareth, nos anos 70, incluindo nesse contexto o clássico Hair of The Dog, lançado em 1975. O último trabalho como produtor da banda, foi o elogiado registro No Mean City (1978), justamente onde iniciou um trabalho de duas guitarras com o experiente Zal Cleminson (ex-Sensational Alex Harvey Band). 
Falando ainda em bastidores, Manny produziu também o debut solo do colega Dan McCafferty (vocalista do Nazareth).
Segundo dizem, Manny deixou a banda por divergências musicais e pessoais, em 1990, mesmo ano em que o Nazareth pela 1a. vez tocava no Brasil, infelizmente, já sem a presença dele.
Felicidades Manny Charlton!!

sábado, julho 23, 2011

27, the mysterious music number

Indubitavelmente, 27 é o número cabalístico dos astros da música.
Após as mortes de Brian Jones (The Rolling Stones), Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison (The Doors), Alan "Blind Owl" Wilson (Canned Heat), Ron "Pigpen" McKernan (Grateful Dead), Gary Thain (Keef Hartley Band, Uriah Heep), Kurt Cobain (Nirvana), entre muitos outros, a estrela da vez foi a cantora de soul, R&B, jazz, Amy Winehouse, justamente aos 27 anos.

Vocês não irão acreditar, mas a jovem do clip abaixo é a própria Amy antes das drogas. Vejam como era linda e saudável. Uma pena!

A cantora foi encontrada morta em seu apartamento neste Sábado (23/07). Rest in Peace Amy.

terça-feira, julho 19, 2011

The Greatest Rock Drummers of all times!! Top Ten!!

Disposição, fôlego, preparo físico, coordenação motora, muito estudo e treinamento são ingredientes básicos, entre outros, para se tornar um grande baterista. E se aliado a tudo isso o músico tiver também "ouvido", quem é músco sabe do que estou falando, e logicamente, o dom, a vocação, o talento para o instrumento, aí então ele poderá ser encontrado facilmente na relação que criamos.

Na lista abaixo dos melhores bateristas de rock de todos os tempos, tentamos fazer a melhor seleção possível, dentro da limitação da escolha de apenas 10 excepcionais músicos, e seguindo o padrão do Cameleone Rock Blog, isto é, dentro do Classic Rock.
Espero que curtam a breve biografia e/ou curiosidade que acompanha cada um destes, e por favor, sintam-se a vontade para acrescentar algo ou discordar dentro do campo comentários, ok. Segue então os escolhidos, sem ordem de preferência: 
   

Keith Moon (Nascido Keith John Moon - B.23'Aug46 D.07'Sep78)

Moon the loon (Moon o lunático), era como o viam, porém atrás do seu kit de bateria, tratava-se de um conceituado músico que comandou as baquetas do lendário The Who por 14 anos (64-78), influenciando muita gente por sua forma inovadora, expressiva e voraz de tocar, soando as vezes, meio que de improviso (com suas viradas quebradas), ou até mesmo teatral (fazendo caras e caretas).
Ganhou notoriedade também por suas "peripécias" fora do palco, levando ao extremo suas brincadeiras, como destruir quartos de hotel, jogar televisores pela janela, e dizem, até mesmo jogar um carro dentro da piscina. 
Moon e Townshend: dupla do barulho.
Em seus primórdios no Who, Moon, tinha no guitarrista Pete Townshend seu parceiro ideal nas "arruaças" de palco, onde ao final das apresentações, por muitas vezes, quebravam tudo o que viam pela frente, incluindo seus próprios instrumentos musicais, amplificadores, etc.


Em 1966, Participou da gravação da clássica faixa Beck's Bolero, do  álbum de Jeff Beck, que contou também com os futuros Led Zeppelin, Jimmy Page e John Paul Jones.
A propósito, é creditado a Moon ter sugerido o nome Zeppelim de chumbo a banda que Jimmy Page estava prestes a nominar.   

Ian Paice (Nascido Ian Anderson Paice - B.29'Jun48)

Único remanescente da formação original do Deep Purple, consequentemente, único músico a participar de todos os álbuns e gravações do DP (desde 1968), Ian Paice é um baterista canhoto e um "motorzinho incansável" na maneira de tocar.
É famoso pela velocidade com que imprime no pedal de seu bumbo simples. 
Conta a história que para buscar um som mais robusto para a gravação da faixa Fireball, do álbum homônimo de 1971, Paice, apesar de perder em velocidade, procurou usar um bumbo duplo. O detalhe é que nos testes para se ter essa certeza, ele acabou pegando emprestado o bumbo duplo do baterista do The Who, Keith Moon, que coincidentemente estava no mesmo estúdio que o Purple.  
Para se apreciar, observar de perto a técnica deste grande músico, sugerimos, dentre outras, a audição da faixa The Mule, sendo que a versão do live Made In Japan (1972), onde em 6 minutos dos quase 10 de gravação, Paice mostra porque está entre os 10 mais de muita lista de fans e críticos musicais.  
Tocou também no Whitesnake e na Gary Moore Band, justamente no período em que o DP  esteve parado (76-84). Fez parte também do projeto Paice, Ashton & Lord. 


Neil Peart (Nascido Neal Ellwood Peart - B.12'Sep52)

Simplesmente genial. Este fan do lendário baterista de jazz Buddy Rich, há quase 40 anos é o letrista e baterista do power trio canadense Rush.
Peart, por críticos, músicos e fans, é considerado um dos melhores de todos os tempos. Tem em seu currículo diversas premiações pela conceituada revista Modern Drummer. 
Além da bateria acústica e das diversas modalidades de percussão, Peart também tem amplo domínio da bateria eletrônica, que foi incoporada ao som do Rush em meados dos anos 80. 

Normalmente nos concertos do Rush, Peart se apresenta com um kit de bateria de 360 graus, sendo metade acústica e metade eletrônica. 
Em todos os álbuns ao vivo do Rush é dedicado uma faixa para o seu tão esperado e criativo solo.   
Ele também é escritor, com alguns livros já lançados.

Carl Palmer (Nascido Carl Frederick Kendall Palmer - B.20'Mar50)

Impressionava pela façanha de conseguir acompanhar os solos complexos, eruditos, pirotécnicos, "quebrados" do tecladista Keith Emerson, seu colega no Emerson Lake and Palmer.
A propósito, praticamente fez seu debut live com o ELP, no lendário Festival da Ilha de Wight, em 1970, antes de lançarem o clássico álbum da pomba, o 1º deles.
Uma característica marcante, que começou ainda nos remotos tempos do ELP e que se mantém até os dias atuais, é a tradiconal combinação de repetições *tamborim-bumbo duplo* no final de cada solo, até virar-se para trás e encerrar sua performance batendo em um gongo chinês.

Tocou também no "Mundo louco" de Arthur Brown, com o Atomic Rooster e no começo dos anos 80, no super-grupo Asia. Também trabalhou com Mike Oldfield.
Esteve no Brasil ano passado com a sua Carl Palmer Band. 



Cozy Powell (Nascido Colin Flooks - B.29'Dec47 D.05'Apr98) 

Pesado e Versátil. Sendo objetivo, estas são as definicoes precisas para este saudoso músico, que fez parte de uma enormidade de grande bandas, e passeou por diversos estilos deixando literalmente sua marca seja no Jeff Beck Group, Bedlam, Rainbow, MSG (Michael Schenker Group), Whitesnake, ELP (Emerson Lake and Powell), Forcefield, Black sabbath, The Brian May Band etc.
Participou do longínquo festival da Ilha de Wight em 1970, fazendo parte da banda do músico Tony Joe White.
No Brasil, participou com o Whitesnake da 1ª edição do Rock in Rio, em 1985.  

Ginger Baker (Nascido Peter Edward Baker - B.19'Aug39)

Este batera septuagenário já virou lenda. Músico desde o final dos anos 50, quando tocava em bandas de jazz da inglaterra. É considerado um dos pioneros no uso do bumbo duplo no rock. Destaque para a música "Toad", do 1º álbum do Cream, Fresh Cream (1966), onde esbanja técnica num solo de mais de 05 minutos. A versão live desta faixa, que consta no Wheels of Fire (1968), também do Cream, nos contempla com 13 minutos de drum solo.
Além da "nata", onde fez fama, tocou também na Graham Bond Organization, no Blind Faith, na sua própria banda a Airforce, entre outros.


John 'Bonzo' Bonham (Nascido John Henry Bonham - B.31'May48 D.25'Sep80)



Fenômenal. Sempre lembrado em qualquer relação, lista, dos melhores bateristas de rock pesado de todos os tempos.
Foi o baterista do Led Zeppelin do seu começo, em 1968, ao fim, em 1980, com sua prematura morte. 
Tinha preferência por um tipo de baqueta diferente, mais pesada e longa, que ele chamava de trees (árvores). 
No seu famoso solo em Moby Dick, que vez ou outra, ao vivo, alcançava meia hora de perfomance, Bonham, usava as mãos para conseguir uma sonoridade diferente das baquetas, e por muitas vezes chegava a tirar sangue das mesmas, devido a brutalidade que usava para extrair som das caixas. 
Comenta-se que nunca frequentou aula/curso para tocar bateria.


Camine Appice (Nascido Carmine Appice - B.15'Dec46)

É considerado por muitos o pioneiro no quesito bateria pesada no rock, isso ainda em meados dos anos 60 quando integrava o Vanilla Fudge.
É creditado a ele outro pionerismo, por ter lançado em 1972 o livro The Realistic Rock Drum Method, uma espécie de passo-a-passo (métodos e exercícios), direcionado para o baterista que quer tocar este estilo. 
Quase 40 anos depois, o livro virou best-seller com mais de 300.000 exemplares vendidos, e agora também disponível no formato DVD. A revista Modern Drummer apontou o livro como um dos 25 melhores métodos de bateria de todos os tempos.
Emprestou sua habilidade também ao Cactus e ao Jeff Beck Group. 
Carmine é irmão de Vinnie Appice, ex-batera da Dio Band e do Black Sabbath.



Tony Williams (Nascido Anthony Tillmon Williams B.12'Dec45 D.23'Feb97)


Sua origem é o jazz de raiz. Devido ao seu enorme talento, foi selecionado ainda muito jovem, em 1963, para a banda do lendário jazzman e trompetista Miles Davis. Sem saber,Tony Williams, anos depois, estava tendo o privilégio de fazer parte do que seria chamado de "o segundo formidável quinteto de Miles Davis", que incluía além do próprio Miles, o saxofonista Wayne Shorter, o pianista Herbie Hancock, o contra-baixista Ron Carter, e claro, Tony Williams, além disso esta formação viria a ser a de maior durabilidade dos grupos de Miles Davis. Mas Williams queria mais e depois do aprendizado com Miles (deixou-o em 1969), veio formar a sua própria e pioneira banda fusion: a Lifetime.
A Lifetime originalmente foi um trio formado por Williams, pelo tecladista Larry Young e pelo guitarrista John McLaughlin e o som do grupo era calcado no jazz e no rock, isto é, na fusão dos dois gêneros, o que chamamos de fusion (jazz + rock). O álbum Emergency!, o 1º deles, é considerado o precursor do movimento, antes mesmo do Bitches Brew, de Miles Davis, lançado pouquíssimo tempo depois. Quando lançado, este 1º ábum da Lifetime foi severamente criticado pelos ouvintes de jazz, mas hoje é considerado um clássico do estilo.
Ainda sobre o debut da Lifetime, o álbum Emergency!, foi um dos muitos vinis que faziam a cabeça da Allman Brothers Band em 1969.
No ano seguinte, 1970, Jack Bruce é chamado para adicionar baixo e vocal as músicas do novo álbum Turn It Over. Depois disso outras incarnações vieram, inclusive, uma delas, com o fantástico e solicitado guitarrista da cena jazz/fusion/prog, Allan Holdsworth.


Mitch Mitchell (Nascido John Ronald Mitchell B.09'Jul47 D.12'Nov08)

Em 1966, segundo o produtor de Jimi Hendrix, na época o ex-baixista dos The Animals, Chas Chandler, Mitch Mitchell, foi escolhido no popular 'cara e coroa' para ser o baterista da Experience, após duelar na final com o também extraordinário Aynsley Dunbar. Tocou com Hendrix de Outubro de 66 até meados de 69, incluindo a participação no aclamado festival de Woodstock, em Agosto do mesmo ano. Um ano antes, em 68, fez parte da Dirt Mac Band, uma super banda montada exclusivamente para o filme dos Rolling Stones "Rock'n'Roll Circus" que incluía, além de Mitchell na bateria, Eric Clapton, Keith Richards e o casal Yoko Ono e John Lennon.
Mitchell fez parte também das gravações demo, para o disco de Miles Davis, Bitches Brew, considerado um divisor de águas no encontro do jazz com o rock, porém o músico não participou da versão final do renomado álbum.
Também é creditado a Mitchell o pioneirismo de um estilo que seria chamado de fusion (na maneira de conduzir as baquetas), que nada mais é que uma free form independente, na interação da bateria com os demais instrumentos, tais como guitarra e teclados.  

segunda-feira, julho 11, 2011

Good news: Pearl Jam announces 04 shows in Brazil!!

Feliz coincidência!!

Meses atrás o blog havia manifestado total desinteresse pela programação do Rock in Rio, visto que o festival, de rock, não tem nada. Até enquete preparamos sugerindo bandas clássicas em atividade, mas sem sucesso.. eis que de repente, hoje, foram anunciados 04 shows no Brasil, em Novembro, da banda americana de Seattle, Pearl Jam!!
Apesar de não ser uma tradicional "classic rock band" é inegável a qualidade de suas músicas, postura fora do palco, e principalmente lembrar que a turma "bebeu na fonte", isto é, os caras são fans e amicíssimos do The Who, inclusive participaram da gravação de DVD do quarteto inglês, aquele gravado no Royal Albert Hall, em 2000, além de já terem feito diversas covers de Pete Townshend e cia (diga-se de passagem, não deixando nada a desejar as canções originais). Além disso, trata-se da comemoração de 20 anos do lançamento de seu aclamado album Ten.
As apresentações acontecerão em novembro nas seguintes cidades e datas: São Paulo (dia 4), Rio de Janeiro (6), Curitiba (9) e Porto Alegre (11). 
A curiosidade é que estes concertos estão justamente agendados para pouco depois do Rio in Rio, quero dizer, parece que imaginando a deficiência, ausência, do propriamente rock no badalado festival, teremos o prazer de "preencher" esta lacuna como o muito bem-vindo Pearl Jam!!

Como aquecimento, segue a versão deles para a música Leaving Here, originalmente de 1963, já gravada pelo Who, pelo Motorhead, entre outros. Divirtam-se!

Nos vemos lá !!!

domingo, julho 03, 2011

Bill Bruford: One of the most solicited drummers of the progressive and Jazz rock scene

Poucos músicos podem se dar o luxo de ter no currículo a moral de ter comandado cozinhas de bandas do naipe de Yes, King Crimson, Gong, Genesis, Bruford Band, UK, Earthworks, ABWH Project (Jon Anderson, Bill Bruford, Rick Wakeman, Steve Howe Project), entre outras..
Estamos falando do requisitado e disputado baterista e percussionista William Scott "Bill" Bruford (B.17'May49).

Para começarmos essa peregrinação, precisamos voltar na Inglaterra de meados dos anos 60 (66-67), quando Bruford fez parte da Savoy Brown Blues Band, junto ao jovem guitarrista e líder da banda, Kim Simmonds. Essa passagem relâmpago no SBBB não deixou registros fonográficos.

Pós sua 1a. experiência profissional, o destino de Bill Bruford seria o Yes, após o anúncio do mesmo na Melody Marker, chamando a atenção do vocalista Jon Anderson e do baixista Chris Squire, onde se colocava a disposição para uma nova empreitada. Seu 1o. desafio no Yes foi a fazer a Farewell Concert do Cream, em um Royal Albert Hall tomado de gente, isso ainda no final de 1968, antes deles lançarem seu 1o. album.
Seu 1o. período no Yes (68-72), rendeu 05 formidáveis álbuns de estúdio, principalmente os 03 últimos, foram eles: Yes (1969), Time and a Word (1970), The Yes Album (1971), Fragile (1971) e Close To The Edge (1972), e ainda uma curta aparição em duas faixas, no clássico LP triplo ao vivo, Yes Songs (1973), que na verdade eram shows das tours do Fragile e do Close To the Edge, e como Bruford saiu logo após a feitura deste último, as duas faixas correspondem a turnê do Fragile.

Ainda em 1972, atraído pela sonoridade complexa e experimental do grupo de rock progressivo King Crimson, Bill Bruford atende a convite do perfeccionista e disciplinado Robert Fripp, líder do KC, e assume as baquetas. A propósito, esta seria a banda pela qual ele ficaria mais identificado, devido ao longo período em que esteve envolvido, sendo 03 fases distintas: 72-74, 81-84 e 94-98. Durante estes fragmentados períodos, 16 registros oficiais foram, até o momento, catalogados, sendo metade em estúdio e metade em live performances. Lark's Tongues in Aspic, lançado em 73, segundo os críticos e fans, foi o álbum mais relevante de todo esse montante, curiosamente o debut de Bruford com o Rei Crimson. 
Em 1974, pela 1a. vez, Robert Fripp, encerra as atividades da banda.

Ainda neste mesmo ano, sem banda fixa, o andarilho Bruford, por somente 02 meses, fez algumas apresentações na Europa com a banda de prog e jazz rock Gong. Assim como no Savoy Brown, não deixou gravações oficiais, mas é possível encontrar bootleg(s) na web, porém com áudio de baixa qualidade.


Em 1975, Bruford dá uma contribuída nos álbuns de estréia dos ex-colegas de Yes, Chris Squire (Fish Out Of Water) e Steve Howe (Beginnings). No ano seguinte, um dos baluartes do rock progressivo, o Genesis, vivia situação atípica, delicada, quando seu frontman Peter Gabriel, 01 ano antes, decide seguir carreira solo e o seu substituto, é justamente o baterista da banda, Phil Collins. Sendo assim, Bill Bruford é contrado para dar suporte a Collins nos concertos, enquanto este cantava. O Album ao vivo Seconds Out, lançado em 1977, registra sua performance com o Genesis.

Ainda em 77, incansável, ele experimenta 02 novos projetos, a sua própria banda que leva o seu último nome Bruford, e o UK, um super grupo jazz-rock, co-liderado por seu ex-colega de King Crimson, o baixista e vocalista John Wetton, contando ainda com o experiente e fora de série Allan Holdsworth (ex-Tempest, Soft Machine, Gong, Tony Williams Lifetime e a própria Bruford band) e o tecladista e violinista Eddie Jobson (ex-Curved Air, Roxy Music, entre outros). Com a Bruford band, lançou oficialmente 04 álbuns, sendo 01 destes ao vivo. Em 2006 foi lançado mais um live deles, gravado em 1979. 
Com o UK, deixou 02 álbuns gravados, 01 de estúdio e 01 live, este último gravado em 1978, porém lançado em 2007.

No começo dos anos 80, mais precisamente em 1981, Robert Fripp retorna com o King Crimson e o convida novamente. Foram mais 03 álbuns de estúdio até novo término em 1984. No final do ano seguinte ele envereda de vez para o jazz-fusion, compondo uma nova banda chamada Earthworks, mesclando instrumentos tradicionais do jazz como trompete, saxophone, contra-baixo acústico com eletrônica. Esse projeto vem produzindo álbuns esporádicos nestes últimos 25 anos.

No final dos anos 80, depois de mais uma "briga feia" no Yes, ele é chamado (sempre ele) por Jon Anderson, para fazer parte de um novo "Yes" ou um "Yes II", o ABWH Project (Jon Anderson, Bill Bruford, Rick Wakeman, Steve Howe), que não pode usar a marca "Yes" na época, pois Chris Squire havia permanecido no outro "Yes" (?!)

Ele retornaria ainda ao "verdadeiro" Yes, no começo dos anos 90, para mais um registro em estúdio, o álbum Union, lançado em 1991, que aliás poderia muito bem ser chamado de reunion, pois trazia 08 integrantes de várias incarnações da banda. 
Por fim, em meados dos anos 90, ele retorna pela 3a. e última vez ao King Crimson e continua o trabalho paralelo com a sua banda Earthworks.

Há poucos anos, por vontade própria, aposentou-se dos palcos, mas ainda assim cabe aquela pergunta: Será que se pintar mais um projeto na linha prog, fusion, jazz-rock, será realmente que ele irá declinar ??